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Qual o futuro da loja física?

loja fisica x virtual

A vida do varejista brasileiro definitivamente não está fácil. Crise econômica, queda no faturamento, desconfiança dos mercados, instabilidade política, velhos modelos de negócios que não funcionam mais, projetos engavetados, etc.

Duas perguntas são muito importantes de serem feitas neste momento. A primeira: como você imagina AGORA suas lojas físicas ou PDV daqui a cinco anos sob a ótica da tecnologia? E a segunda: como você está se preparando AGORA para o consumo de uma geração que rompe com o tradicional modelo de comportamento de compras, a chamada Millennials?

O ponto aqui não é explicar como funciona o comportamento desta nova geração, mas sim abordar o comportamento dos varejistas diante da mudança dos padrões atuais de consumo e do desconhecido. Dificilmente obtemos respostas do tipo: “Sim, estamos pensando”. Infelizmente as respostas não são positivas.

Neste momento, o empresário brasileiro ainda está descobrindo o e-commerce e como gerir este difícil canal, surpreendendo-se ainda com o potencial do mobile, mas principalmente sem orientação de como unir tudo isso dentro de uma estratégia única de marca integrando tecnologia e PDV. Destacaria seis grandes tendências para o empresário do futuro:

1) Emprestar ou alugar em vez de comprar

De compartilhar o carro a file streaming, as pessoas estão consumindo mais e possuindo menos. A obsolescência planejada de itens eletrônicos levou os consumidores a se perguntarem por que eles devem pagar pelos mais recentes dispositivos quando estes deverão se tornar ultrapassados dentro do próximo ano. Ao emprestar ou alugar itens tecnológicos, as pessoas estão economizando dinheiro e prontos para adquirir um gadget mais atual assim que ele for lançado.

2) A experiência do cliente como principal indicador

Proporcionar a melhor experiência possível em qualquer zona de contato, seja digital ou físico, e não o faturamento, vai medir o sucesso. O foco será na experiência dos clientes: Como os clientes navegam ou transitam na loja? Onde é que eles param? Para quais lugares eles olham, o que eles tocam? Quantas experiências por metro quadrado a loja oferece ao consumidor?

3) “Advogados da marca”

A ênfase mudará de aquisição de novos clientes a consolidar os atuais, em uma tentativa de transformá-los em discípulos fiéis da marca. “Advogados de marca”, isto é, os fãs leais que irão defender suas marcas favoritas nos múltiplos canais de relacionamento. Estes clientes fiéis também são a melhor forma de propaganda para uma empresa.

4) O fortalecimento dos colaboradores do “chão de fábrica”

A loja do futuro não empregará funcionários sem inspiração e com salários baixos. A fim de ser capaz de ajudar de forma adequada e inspirar os clientes, os funcionários serão contratados e capacitados constantemente.

A tecnologia vai ajudar: as melhores lojas já armam seus funcionários com POS móveis, de modo que os membros da equipe possam atender às necessidades dos clientes para o acesso imediato aos dados, dando-lhes informações up to date sobre os produtos, níveis de estoque e até fechando a venda para o cliente no “chão de fábrica”.

5) A digitalização do “In-store”

Clientes modernos estão acostumados a fazer compras online. Cada vez mais, eles exigem que também a sua experiência na loja física seja tão suave e interligada quanto as compras online. De manequins virtuais para scanners pessoais ligados ao carrinho, vestiários que ajudam a escolher o tamanho da peça, checar o estoque e ofertar promoções, os varejistas precisam começar a integrar soluções digitais em suas lojas físicas.

6) Personalização

Para o consumidor moderno, um tamanho definitivamente não serve para todos. Millennials, em particular, procuram cada vez mais produtos e serviços adaptados aos seus gostos e estilos de vida individuais. Algumas lojas online e físicas já permitem aos consumidores criarem e modificarem produtos usando modelos pessoais. Os varejistas do futuro precisarão assegurar essa possibilidade.

As lojas já começaram a transformação para o futuro: de locais apenas para o consumo, eles estão se tornando também em centros de entretenimento. Nos próximos anos, as lojas também irão se tornar pontos de colaboração onde os consumidores podem se juntar com especialistas para co-criar, projetar, construir e personalizar itens exclusivos. A experiência de fazer será tão importante como a do produto final.

 

Uma amostra do que está por vir

A loja do futuro já é realidade e está aberta ao público no shopping Villa Lobos, em São Paulo. Inaugurada em setembro de 2017, a Omnistory é uma plataforma que converge o melhor dos mundos físico e digital em uma experiência de compra completamente integrada e inédita no país.

Com DNA omnichannel, a plataforma laboratório Omnistory reúne experiências que irão surpreender consumidores e varejistas. A integração entre o universo físico e digital tem como objetivo oferecer a melhor experiência de compra para os consumidores, utilizar as tecnologias como um meio para garantir a personalização e encantamento na experiência de compra, aumentar a produtividade das operações, e, consequentemente, potencializar vendas e resultados.

omnistory

Para isso, está ancorada em seis pilares estratégicos: tecnologia, pessoas, ativação digital, mensuração de resultados, sustentabilidade e ambientação. “A Omnistory é mais do que um ponto de venda ou uma loja de e-commerce, é um laboratório para aplicação de conceitos e soluções inovadoras para o varejo. É uma experiência de varejo que já nasceu integrada: loja física, e-commerce, aplicativo, vending machine e shopping TV.”, afirma Marcos Gouvêa, fundador e diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza.

O conceito reúne o que existe de mais moderno no país para promover a melhor experiência de compra, mensuração de resultados e análise de comportamento. Entre as inovações está a possibilidade de o cliente selecionar um produto pelo celular, de dentro ou fora da Omnistory, finalizar a compra e já escolher o ponto de retirada: na loja, em um locker ou receber em casa. Ou, ainda, ser reconhecido de acordo com gênero e características físicas e receber sugestões de ofertas individualizadas diretamente nas vitrines interativas e concluir o pedido lá mesmo. As tecnologias são diversas, com foco na transformação digital do varejo, como o reconhecimento facial, etiquetas inteligentes com precificação dinâmica, conteúdo e promoções personalizadas, Click&Collect, Pick&Go, Gôndola Infinita, Marketing de Proximidade/Fidelidade, recomendações com inteligência artificial e PDV Móvel.

Além disso, os colaboradores da loja Omnistory serão consultores treinados para estimular a experimentação dos produtos, por meio de um atendimento personalizado e interativo, capaz de inspirar e envolver o consumidor.

Todas as inovações são integradas a um sistema de Mensuração de Resultados, permitindo ao gestor da loja acessar informações completas do consumidor, avaliar e mensurar o potencial de cada solução apresentada no ponto de venda e refinar a estratégia de vendas em tempo real. Tudo isso estará em uma “sala de controle” com um grande dashboard com informações valiosas sobre a operação.

A cada quadrimestre a loja muda totalmente a sua oferta de produtos, serviços e experiências. O objetivo é mostrar como a loja pode – e deve – ser flexível para acompanhar a volatilidade do mercado e o dinamismo dos novos consumidores. A primeira delas atuará no setor de saúde, beleza e bem-estar.

Fonte: ecommercebrasil.com.br

mtitecnologia.com.br

 

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